domingo, 31 de maio de 2009



Olhar, tudo bem, eu consigo enxergar. Mas....mas....são tantos mas que ficam inquietantes dentro do pensar, que me faz enxergar da forma em que dizem que é necessário. É preciso um ritual, uma preliminar, olhar e ler por outro olhar, é um tanto cativante ou até mesmo assustador. Eu li em vários olhares a pura maldade e a maiorias das intenções, o mundo dos olhos é inseguro e subliminar. Vi em vários olhares um pedido de um beijo, um abraço, sorriso ou até uma lagrima. É necessário chorar, purifica a alma, limpa a visão do coração e nos torna um tanto quanto sensíveis. Eu vi, e isso foi o necessário para que torna-se único, troquei os sentidos, ouvi com a boca e senti com os olhos, foram sussurros da alma, gritos de felicidade a vontade de fazer parte, do que já era totalmente reservado a ela. Fez sentido os olhos, me enxergaram a forma física, mas foi com o coração que enxerguei as vontades, desejos e sinceridade. Há coisas que magoam, que nos fazem entrar por portas de duvidas e tudo isso é visível e um tanto desesperador, já me enganei e cai em ciladas pelos meus próprios olhos, parte de mim, me engano como se engana uma criança, confundiu-me e me fez sentir raiva e ciúmes, isso foi doloroso, mas necessário. Aprendi com o engano do olhar, que a física é física e mesmo que cego estivesse nada atrapalharia a união e o amor por uma pessoa.




"Já que ela não era uma pessoa triste, procurou continuar como se nada tivésse perdido. Ela não sentiu desespero. Também o que é que ela podia fazer? Pois ela era crônica. Tristeza era luxo."

Clarice Lispector

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